Sala vazia
Acariciava-te como se estivesse tentando proteger um pássaro assustado, mas ao mesmo tempo o fazia com tanto energia, que meus dedos eram praticamente um imã pro teu corpo, e essa eletricidade fazia com que ainda que cheios de roupa, nós estivéssemos, ali, naquela sala que apenas um projetor fazia iluminar, completamente despidos, diante de um ritmo impetuoso. De repente minha mão descobriu na parte de trás do teu vestido um vão, que por minutos foi onde habitei. Volta e meia me olhava, sorria, e a única coisa que eu conseguia pensar era que aquele ato era muito mais perverso do que qualquer outro.
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