A dança

Corpos distintos
Tu me chama pra dançar
Não com uma palavra
Mas com o teu olhar

A repetição disso
Fez crescer uma energia
Que se fosse pr'eu dar nome
Chamar de tesão seria blasfêmia

Volta e meia esses corpos separavam
Como quem não queria
E voltavam na mesma sintonia

De repente os corpos distintos
Transformaram-se num só
De forma tão ímpar
Que se necessária fosse a réplica
Essa poesia imediatamente
Se transformaria em heresia.

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