Inflamável
O prazer infindável que você me dava
As mãos que percorriam minha melanina
e que seguravam meu pescoço
Teu cabelo demonstrava nosso cansaço prazeroso
Assim como tuas costas gotejando
em minha mão sagaz
Minha boca sabor cigarro barato, voraz
Tua boca, por sua vez
com o meu sabor.
Nas primeiras trocas de deleite
meus poros já berravam
junto das pernas:
Tu já conhecera esse corpo
E eu sabia a direção
que minhas garras deveriam ir
O riso de quem queria mais,
mas não aguentava
porque a garganta queria berrar
O afogamento dos suspiros
só fazia o prazer incendiar
cada vez mais no corpo
Num instante
que durava cerca de uma hora
eu te devorei telepaticamente
e você
embaraçou as cordas que me conduziam,
veementemente.
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